Cerca de um terço da população global ainda se mantém em
quarentena por causa da pandemia do novo coronavírus. O confinamento de cerca
de 2,8 bilhões de pessoas foi uma estratégia aplicado pelos países mais
afetados para evitar a aceleração dos casos de COVID-19 e a medida varia em
grau de intensidade de região para região.
Mas, em uma perspectiva global, essa transformação dramática
no cotidiano e no estilo de vida da população causou uma série de impactos ao
planeta. Alguns são positivos, outros nem tanto. Veja como a natureza vem
respondendo, em curto e médio prazo, à pandemia histórica que enfrentamos
agora.
Melhor qualidade do ar
Imagens captadas pelos satélites da NASA mostram a visível
diminuição da poluição atmosférica ao redor do mundo. Com a parada de diversas
fábricas e a diminuição abrupta dos meios de transportes individuais e
públicos, as emissões de dióxido de carbono chegaram a diminuir em até 25% na
China, de acordo com estudos realizados pelo Cefet-MG (Centro Federal de
Educação Tecnológica de Minas Gerais).
Para além da necessidade de imagens coletadas de fora da
Terra, a diminuição da poluição do ar permitiu cenas incríveis, como na Índia.
Pela primeira vez em 30 anos, seus moradores, livres da densa nuvem escura de
poluição, puderam observar a olho nu grande parte da Dhauladhar, cordilheira
que faz parte do Himalaia.
Estima-se que o agravamento de doenças causadas pela
poluição do ar seja responsável por 50 mil mortes todos os anos no mundo,
segundo o Cefet.
A Itália foi um dos países que mais sofreu com a pandemia do
coronavírus na Europa. Por isso foi forçada a tomar algumas das mais rígidas
medidas de confinamento e distanciamento social para evitar novas mortes
ocasionadas pelo COVID-19.
Aumento dos resíduos sólidos
A diminuição de algumas atividades e serviços significa o
aumento de outras. Com o confinamento doméstico exigido pela quarentena, além
dos esforços dos serviços de saúde no enfrentamento do novo coronavírus, houve
um aumento de 15% a 20% na geração de resíduos sólidos no Brasil, segundo
levantamento da Abrelpe (Associação Brasileira de Limpeza Pública e Resíduos
Especiais).
Este problema pode ser amenizado e combatido pela sociedade
civil e empresas e serviços neste momento delicado. Caso não haja confirmação
de casos de COVID-19 na residência, o lixo doméstico pode ser separado de
acordo com a composição dos materiais e destinado a reciclagem.
Já as empresas precisam cumprir as leis ambientais e o
gerenciamento de resíduos sólidos, como determina a Política Nacional de
Resíduos Sólidos. Os procedimentos podem ser facilitados com a ajuda de ferramentas,
como o software de gestão da VG Resíduos, startup especializada em boas
práticas de gestão ambiental para empresas.
Maior circulação de animais
Com menos pessoas circulando pelas ruas e realizando suas
atividades cotidianas, os animais estão se sentindo mais seguros para aumentar
seu perímetro de circulação nas zonas urbanas.
No Reino Unido, por exemplo, as cabras selvagens podem ser
vistas andando tranquilamente pelos bairros e até nos jardins das casas.
Já no Brasil, mais especificamente no Jardim Botânico, Rio
de Janeiro, macacos são flagrados brincando do lado de fora dos prédios e na
piscina de condomínio.
Apesar de inusitada, essas cenas devem ser vistas com
cautela, pois simbolizam uma mudança no comportamento de espécies antes
distanciadas do convívio com a população.
Boa tarde Luiz, muito bom fazer novos parceiros. Vou olhar seu blog agora. O que achou desse?
ResponderExcluirParabéns pelo seu blog. Uma das melhores coisas da minha infância era quando eu ia para casa da minha avó em Sapeatiba. De Iguaba Grande nunca esqueci do Tigre Gigante de frente a praia de Iguaba perto do centro da cidade. Naquela época as águas da Lagoa de Araruama eram muitas mais limpas e em Praia Linda já depois da dívisa com São Pedro da Aldeia existiam várias salinas.
ResponderExcluirA sua iniciativa de divulgar a necessidade de termos o litoral saudável é exatamente. Interessante que com a Pandemia os animais tiveram mais liberdade de viver com mais tranquilidade.
ResponderExcluirPois é Luiz, o meio ambiente está enfim respirando aliviado com essa pandemia. Espero colocar em prática aqui na Região dos Lagos um projeto de sustentabilidade. Podemos trocar ideias no Whats.
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