quinta-feira, 28 de maio de 2020


A ganância do ser humano


Negócios e indivíduos envolvidos são motivados unicamente por ganhos em curto prazo, eliminando os benefícios de longo prazo para as comunidades e habitats. Em muitas instâncias, elas atuam em colisão com redes de crime organizado transnacional e grupos ativamente envolvidos em desestabilizar nações.
Todos devem se comprometer a acabar com o comércio ilegal de vida silvestre, desde cidadãos comuns, que podem se comprometer a não comprar produtos proibidos, a governos, que podem buscar mudanças ao implementar políticas efetivas de proteção a espécies e ecossistemas.
Maior floresta tropical do mundo, a Amazônia está sob forte ameaça de desmatamento. Entre janeiro e julho de 2019, o desflorestamento foi 67,2% maior do que no mesmo período de 2018. O dado é da Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), levantamento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).




Se a humanidade pensasse assim, não teríamos colapso na natureza









O lixo é a praga da humanidade

 É incontestável que os plásticos são uma praga ambiental, que contamina todo tipo de ambiente na Terra. Apenas nos oceanos, estima-se que sejam despejados 8 milhões de toneladas de plástico a cada ano.
Esse volume se espalha por todos os mares do planeta, com destaque para a chamada Grande Mancha de Lixo do Pacífico, localizada entre a costa oeste dos Estados Unidos e o Havaí. Essa “ilha” de entulhos está crescendo mais rapidamente que se previa. Uma pesquisa recente, publicada na revista científica “Scientific Reports”, constatou que ela tem cerca de 80 mil toneladas de plásticos descartados, em uma área de 1,6 milhão de quilômetros quadrados, um pouco maior que o estado do Amazonas (1.559.159km2) e quase duas vezes e meia o território da França (643.800km2). O estudo também concluiu que a mancha ocupa hoje uma área 16 vezes maior do que se estimava.


sexta-feira, 22 de maio de 2020


No dia 22 de maio é comemorado o Dia Internacional da Biodiversidade.

A data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) tem como objetivo conscientizar sobre a necessidade de se conservar e proteger a todas as formas de vida que existem no planeta.
A biodiversidade é fundamental para assegurar a manutenção da vida na Terra. A poluição, o uso excessivo dos recursos naturais, a expansão da fronteira agrícola, a expansão urbana e industrial, tudo isso está levando muitas espécies vegetais e animais à extinção. 
Conservar a biodiversidade é um desafio que deve envolver todos os setores da sociedade – governos, empresas, universidades, instituições não–governamentais e a população em geral. Depende de planejamento adequado e de ações efetivas que conduzam ao uso sustentável, de forma que as riquezas sejam utilizadas, mas que seja garantida a preservação dos biomas e a recuperação de áreas já devastadas.
O Brasil é o país com a maior diversidade de espécies no mundo, espalhadas nos seis biomas terrestres e nos três grandes ecossistemas marinhos. São mais de 103.870 espécies animais e 43.020 espécies vegetais conhecidas no país. Suas diferentes zonas climáticas favorecem a formação de biomas, a exemplo da floresta amazônica, maior floresta tropical úmida do mundo; o Pantanal, maior planície inundável; o Cerrado, com suas savanas e bosques; a Caatinga, composta por florestas semiáridas; os campos dos Pampas; e a floresta tropical pluvial da Mata Atlântica. Além disso, o Brasil possui uma costa marinha de 3,5 milhões km², que inclui ecossistemas como recifes de corais, dunas, manguezais, lagoas, estuários e pântanos.







Fonte Usp

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Animais selvagens também praticam distanciamento social para evitar adoecer

Muitas pessoas nos países mais afetados pela pandemia do novo coronavírus estão lutando para evitar o contato social e ficar em casa, incluindo milhões de norte-americanos que foram obrigados pelas autoridades a praticarem o isolamento a fim de impedir a propagação da covid-19. Mas o distanciamento social não é um conceito novo na natureza, onde as doenças infecciosas são comuns. Na verdade, várias espécies sociáveis expulsam membros de sua própria comunidade quando estão infectados por um patógeno.
É desafiador, porque nem sempre os indivíduos infectados podem ser “facilmente identificados”, explica Joseph Kiesecker, cientista líder da The Nature Conservancy.
No entanto, por meio de sentidos especializados, os animais conseguem detectar certas doenças — algumas vezes antes que apareçam sintomas visíveis — e mudar seu comportamento para evitar adoecer.
Abelhas e chimpanzés, por exemplo, podem ser cruéis quando se trata de expulsar os doentes.
As doenças bacterianas que atingem as colônias de abelhas, como a cria pútrida americana, são especialmente devastadoras, atacando as larvas de abelha de dentro para fora. “É daí que o nome vem, a doença tem um aspecto pegajoso e marrom. Cheira muito mal”, explica Alison McAfee, pós-doutoranda do departamento de Entomologia e Patologia Vegetal da Universidade Estadual da Carolina do Norte.
As larvas infectadas liberam certas substâncias químicas que as abelhas mais velhas conseguem detectar, como ácido oleico e β-ocimeno, um feromônio da abelha, de acordo com a pesquisa de McAfee. Uma vez identificados, as abelhas fisicamente removem esses membros doentes da colmeia, explica ela.
Como essa adaptação evolutiva protege a saúde da colônia, há décadas os apicultores e pesquisadores empregam técnicas de reprodução seletiva para esse comportamento. Essas abelhas mais “higiênicas” agora estão por toda a parte nos Estados Unidos.
‘De fato não é tão diferente’
Em 1966, enquanto estudava chimpanzés no Parque Nacional Gombe Stream, na TanzâniaJane Goodall observou um chimpanzé chamado McGregor que havia contraído poliomielite, uma doença causada por um vírus muito contagioso.
Os demais chimpanzés do grupo o atacaram e o expulsaram. Em uma das cenas, o chimpanzé parcialmente paralisado se aproximou de chimpanzés que estavam procurando parasitas nos pelos uns dos outros, em uma árvore. Carente de contato social, ele estendeu a mão em saudação, mas os outros se afastaram sem olhar para trás.
“Por dois minutos, [McGregor] ficou imóvel, olhando para eles”, observa Goodall em seu livro de 1971, In the Shadow of Man (Na sombra do homem, em tradução livre).
“De fato, não é tão diferente de como algumas sociedades reagem hoje a situações como essa”, disse ela ao jornal Sun Sentinel em 1985.
Durante sua pesquisa, Goodall registrou outros casos de chimpanzés com poliomielite que foram excluídos, embora tenha notado que, em alguns casos, indivíduos infectados foram, em algum momento, recebidos de volta ao grupo.
Como os humanos, os chimpanzés são criaturas visuais, e algumas pesquisas sugerem que o estigma inicial em relação aos chimpanzés com poliomielite pode ser causado pelo medo e nojo de sua desfiguração — que faz parte da estratégia de evitar doenças.
Pesquisa sugere que espécies de bonobo e chimpanzé constituem ...

Fonte NatGeo

Mamífero australiano é o 1º animal extinto pelo aquecimento global


Um pequeno roedor marrom, o Melomys rublicola, é o primeiro mamífero do planeta a ser extinto por causa das mudanças climáticas. Depois de quase dez anos sem registros da presença do animal, na última segunda-feira (18), o Departamento de Meio Ambiente e Energia do governo australiano anunciou que o animal já não existe mais. A espécie vivia na ilha de Bramble, um pequeno território localizado no estreito de Torres, entre a Austrália e a Papua-Nova Guiné. Desde a década de 1970, pesquisadores sinalizavam uma redução do número de animais na região, até que, nos anos 1990, a população de roedores caiu de forma tão drástica que a espécie passou a ser classificada como ameaçada de extinção. Segundo a CNN, por anos, o governo australiano tentou evitar que o pior acontecesse, mas os esforços foram em vão e, em 2009, os roedores foram vistos pela última vez. Um relatório publicado pela Universidade de Queensland, também na Austrália, sugere que a causa do desaparecimento da espécie tenha sido as mudanças climáticas causadas pela interferência humana na natureza. De acordo com o documento, o aumento do nível do mar levou a uma redução do habitat e, consequentemente, à morte desses animais.
Em 2015, especialistas da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, já haviam publicado uma revisão de estudos alertando sobre os efeitos negativos que as mudanças climáticas poderiam trazer para alguns grupos de animais. Os pesquisadores consideraram que, se nada fosse feito para frear o aumento da temperatura global, uma em cada seis espécies correriam risco de extinção. Na época, América do Sul, Nova Zelândia e Austrália foram consideradas as regiões mais vulneráveis.



Melomys rubicola é o primeiro mamífero extinto por causa do aquecimento global (Foto: Wikimedia Commons)




Fonte Galileu


quarta-feira, 20 de maio de 2020


Primeira espécie extinta de 2020: um peixe de até sete metros de comprimento



O ano de 2020 abre suas portas com a confirmação alarmante de uma nova espécie extinta: o peixe-espátula gigante chinês de até sete metros de comprimento. O animal, Psephurus gladius, vivia no rio Yangtzé, o terceiro mais longo do mundo (mais de 6.300 quilômetros) e berço de mais de 400 espécies diferentes. Desde 2009, o chamado “rei dos peixes de água doce” não dava sinais de vida, mas os cientistas esperaram para ter provas mais claras antes de dá-lo como perdido.
Um estudo publicado recentemente na revista Science of the Total Environment explica que a espécie sofreu uma queda clara desde 1970 como resultado de uma pesca excessiva e a fragmentação de seu habitat. Além disso, em 1981, os seres humanos construíram uma represa (Gezhouba Dam) que bloqueou os hábitos migratórios do animal, que precisa nadar rio acima para se reproduzir e descer novamente para se alimentar. E as datas batem. Entre 1981 e 2003, a espécie foi vista somente 201 vezes —e 95,2% das aparições ocorreram antes de 1995. Desde 1996, a espécie está declarada em perigo de extinção, de acordo com a lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Naturez.
Em 2003, outra represa, a das Três Gargantas, foi construída e piorou a situação até acabar com os últimos exemplares do peixe-espátula que, em vão, procuravam novos lugares de incubação. Foi o ano em que foi confirmada a última aparição. O estudo dos pesquisadores do laboratório de Conservação da Biodiversidade em Água Doce do Ministério de Agricultura e Assuntos Rurais da República Popular da China confirma que a espécie desapareceu provavelmente entre 2005 e 2010. Durante uma análise exaustiva por toda a região, os especialistas identificaram 322 espécies de peixes diferentes e nenhuma delas, “nem sequer um só espécime”, era um peixe-espátula.
A região do rio Yangtzé foi submetida a um intenso desenvolvimento econômico desde os anos 50, com mais de 40 cidades ao longo de suas margens. Produz, hoje em dia, 40% do PIB (Produto Interno Bruto) da China e sustenta um terço de sua população, de acordo com dados do estudo. Mais de 70 animais aquáticos estão classificados como espécies em proteção em escala nacional e internacional. Sob tanta pressão industrial e pela poluição das águas, o ecossistema do rio Yangtzé pode entrar em colapso, como diz o estudo cujo principal objetivo é Carles Lalueza-Fox, pesquisador do Instituto de Biologia Evolutiva, um órgão misto da Universidade Pompeu Fabra (UPF) e do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC, na sigla em espanhol), afirma não se surpreender com esse tipo de alerta. “Temo que essas notificações serão cada vez mais frequentes e de certa forma mostram os limites dos esforços conservacionistas tradicionais”, diz. “Ainda que as águas dos rios chineses tenham melhorado em qualidade nos últimos dois ou três anos, graças a esforços governamentais, essa melhora parece ter chegado tarde não só para esse peixe, como também, por exemplo, para o baiji, o golfinho do Yangtzé, declarado extinto em 2006”, prossegue. Após esse desaparecimento e o do sável chinês em 2015, o Governo do país asiático proibiu a pesca comercial durante 10 anos, o que não foi suficiente para conter a depredação. otimizar os esforços de conservação de uma fauna que precisa disso urgentemente.



Peixe-espátula chinês encontrado na represa de Gezhouba em 1993.





Fonte El País


Meio Ambiente de Mangaratiba realiza ação voluntária na Ilha dos Gatos

A Secretaria de Meio Ambiente de Mangaratiba (SMMA) realizou, na manhã da segunda-feira (18), uma operação na Ilha Furtado, mais conhecida como Ilha dos Gatos. A missão voluntária contou também com o apoio do Grupamento de Proteção Ambiental (GPA). Durante a ação, a equipe da SMMA doou e instalou bebedouros e comedouros para os gatos que vivem isolados na ilha. De acordo com a SMMA, os animais são monitorados por voluntários e médicos veterinários que fazem acompanhamento no local.
Ainda segundo a SMMA, na ação da segunda-feira, 240 kg de ração para gatos, adquiridos através de doação pelos protetores de animais, foram levados pelo GPA até a ilha. “Estamos fazendo uma ação voluntária em parceria com os protetores que cuidam dos animais que vivem na ilha. Eles pediram nossa ajuda e estamos aqui. Doamos os bebedouros, instalamos os recipientes, ajudamos no transporte da ração e no planejamento técnico de ações que serão desenvolvidas”, destacou a secretária interina de Meio Ambiente, Fernanda Porto, ressaltando que abandono e maus tratos aos animais são crimes previstos nas leis federais.



Fonte Jornal Atual

Comissão do Meio Ambiente aprova redução no valor das taxas de licenciamento ambiental


A Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais realizou a quarta reunião ordinária nesta quarta-feira (20) para tratar  do Projeto de Lei nº 366 – Mensagem nº 39 -, nos termos do artigo 398, inciso II, c/c artigo 405, parágrafo único da Resolução 677, de 20 de dezembro de 2006. Por três votos favoráveis e uma abstenção, do deputado Lúdio Cabral, o projeto foi aprovado e vai para votação final no Plenário.
A matéria dispõe sobre os procedimentos de lançamento e cobrança das taxas decorrentes da prestação de serviço público e/ou exercício do poder de polícia em matéria ambiental pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente- Sema. Durante a reunião do dia 12 deste mês, o deputado Lúdio Cabral tinha pedido vista do projeto para análise técnica.
Na oportunidade, o presidente da comissão, deputado Carlos Avallone destacou que após várias reuniões com membros da Sema, os deputados apresentaram emendas ao projeto com o objetivo principal de baixar a taxa de cobrança de 300 UPFs (Unidade de Padrão Fiscal) para 100 UPFs.
De acordo com Avallone, a medida garante mais competitividade para o exercício produtivo em Mato Grosso, nos setores específicos, reduzindo as taxas para o licenciamento ambiental, e por consequência, aumentando o custo da produção dentro da regularidade ambiental.
Para o presidente da comissão, o setor florestal é muito forte e “tratava-se de uma taxa que havia uma disparidade grande em relação aos outros estados brasileiros. Agora está sendo corrigida por intermédio das emendas, então, neste momento de pandemia, muitas empresas estão paradas e estamos preparando a retomada dos trabalhos”, destacou Avallone.
Participaram também da reunião os deputados Sílvio Fávero (vice-presidente), Dilmar Dal Bosco e Lúdio Cabral. O presidente Avallone anunciou que a próxima reunião do grupo está programada para o dia 25 deste mês em horário a ser definido pelos parlamentares.





Fonte ALMT




terça-feira, 19 de maio de 2020


Praias não servem apenas para lazer e fotos nas redes sociais


Você já deve ter se perguntado qual a importância de preservar uns animais meio estranhos ou feios, né? Pois é, esses animais compõem a nossa biodiversidade e graças a alguns deles podemos desenvolver coisas muito importantes. 

Pesquisadores franceses receberam uma autorização para começar a fazer testes clínicos para um novo medicamento para o tratamento do COVID-19. Esse remédio é feito com base no sangue de um verme marinho chamado Arenicola, que é esse da foto. 

Esse animal possui moléculas dentro de suas células sanguíneas que tem uma capacidade de transporte de oxigênio 40 vezes maior do que a mesma molécula em humanos. Dessa forma, os cientistas querem desenvolver a partir do sangue desse animal um medicamento para auxiliar nossa respiração. 

Quem diria que um animalzinho não tão bonito teria tanta importância? É por esse motivo que devemos defender a biodiversidade, além de preservar vidas podemos preservar recursos que podem ser utilizadas sabiamente pelos humanos. 


segunda-feira, 18 de maio de 2020


Cerca de um terço da população global ainda se mantém em quarentena por causa da pandemia do novo coronavírus. O confinamento de cerca de 2,8 bilhões de pessoas foi uma estratégia aplicado pelos países mais afetados para evitar a aceleração dos casos de COVID-19 e a medida varia em grau de intensidade de região para região.
Mas, em uma perspectiva global, essa transformação dramática no cotidiano e no estilo de vida da população causou uma série de impactos ao planeta. Alguns são positivos, outros nem tanto. Veja como a natureza vem respondendo, em curto e médio prazo, à pandemia histórica que enfrentamos agora.
Melhor qualidade do ar
Imagens captadas pelos satélites da NASA mostram a visível diminuição da poluição atmosférica ao redor do mundo. Com a parada de diversas fábricas e a diminuição abrupta dos meios de transportes individuais e públicos, as emissões de dióxido de carbono chegaram a diminuir em até 25% na China, de acordo com estudos realizados pelo Cefet-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais).
Para além da necessidade de imagens coletadas de fora da Terra, a diminuição da poluição do ar permitiu cenas incríveis, como na Índia. Pela primeira vez em 30 anos, seus moradores, livres da densa nuvem escura de poluição, puderam observar a olho nu grande parte da Dhauladhar, cordilheira que faz parte do Himalaia.
Estima-se que o agravamento de doenças causadas pela poluição do ar seja responsável por 50 mil mortes todos os anos no mundo, segundo o Cefet.
A Itália foi um dos países que mais sofreu com a pandemia do coronavírus na Europa. Por isso foi forçada a tomar algumas das mais rígidas medidas de confinamento e distanciamento social para evitar novas mortes ocasionadas pelo COVID-19.
Aumento dos resíduos sólidos
A diminuição de algumas atividades e serviços significa o aumento de outras. Com o confinamento doméstico exigido pela quarentena, além dos esforços dos serviços de saúde no enfrentamento do novo coronavírus, houve um aumento de 15% a 20% na geração de resíduos sólidos no Brasil, segundo levantamento da Abrelpe (Associação Brasileira de Limpeza Pública e Resíduos Especiais).
Este problema pode ser amenizado e combatido pela sociedade civil e empresas e serviços neste momento delicado. Caso não haja confirmação de casos de COVID-19 na residência, o lixo doméstico pode ser separado de acordo com a composição dos materiais e destinado a reciclagem.
Já as empresas precisam cumprir as leis ambientais e o gerenciamento de resíduos sólidos, como determina a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Os procedimentos podem ser facilitados com a ajuda de ferramentas, como o software de gestão da VG Resíduos, startup especializada em boas práticas de gestão ambiental para empresas.
Maior circulação de animais
Com menos pessoas circulando pelas ruas e realizando suas atividades cotidianas, os animais estão se sentindo mais seguros para aumentar seu perímetro de circulação nas zonas urbanas.
No Reino Unido, por exemplo, as cabras selvagens podem ser vistas andando tranquilamente pelos bairros e até nos jardins das casas.
Já no Brasil, mais especificamente no Jardim Botânico, Rio de Janeiro, macacos são flagrados brincando do lado de fora dos prédios e na piscina de condomínio.
Apesar de inusitada, essas cenas devem ser vistas com cautela, pois simbolizam uma mudança no comportamento de espécies antes distanciadas do convívio com a população.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Peixes: os heróis dos oceanos


Quando vamos à praia, sempre observamos embarcações de pesca ao longo do litoral. Essas embarcações, no geral, vão procurando por cardumes de peixes que servirão como fonte de renda para as comunidades tradicionais. Esse trabalho é milenar e as populações de peixes sempre se mantiveram nesses ambientes, alguns períodos em menor quantidade e em outros períodos em grande quantidade, mas nunca em declínio extremo devido às atividades tradicionais. 
OS PEIXES NÃO SOMEM?
Mesmo com diversas embarcações atuando na pesca, os peixes não somem? Até podem! Como os peixes são considerados recursos vivos, a sobrepesca, ou seja, a pesca em excesso, além de outros impactos antrópicos atuais, principalmente em períodos que os animais estão se reproduzindo, é um perigo para esses animais.
É aí que adentramos no incrível mundo dos peixes, começando com algumas informações sobre o ictioplâncton. Esses animais fazem parte do zooplâncton, que são ovos, larvas e adultos de animais e que vivem na coluna d’água. Eles podem ser classificados como holoplâncton (que passam a vida toda no zooplâncton, como copépodes e quetognatos) e o meroplâncton (que passam parte da vida no zooplâncton, como ovos e larvas de peixes e de caranguejos). O ictioplâncton, que são os ovos e as larvas dos peixes, compõem uma fração econômica e ecologicamente importante do zooplâncton, sendo visados por muitos trabalhos de pesquisa.
Fotografia com auxílio de lupa de cinco larvas de peixes dispostas horizontalmente na imagem, uma a cima da outra de forma vertical, exemplificando o ictioplâncton.
A maioria dos peixes, principalmente os peixes marinhos, possuem fertilização externa, ou seja, a fêmea e o machos liberam seus gametas na água para que ocorra a fertilização. Uma vez que ela acontece, os ovos ficam na coluna d’água, passam por um processo de desenvolvimento embrionário, até que as larvas eclodem e vão se alimentar.
Geralmente os peixes adultos procuram áreas mais calmas para se reproduzirem e para colocarem seus ovos, como áreas de manguezal, estuários, pradarias marinhas e recifes de corais. Além de serem áreas de intensa transferência de energia, esses ecossistemas possuem importância econômica e ecológica.
Após a eclosão dos ovos, várias larvas de peixes irão em busca de alimento, como seres microscópicos, microalgas, minúsculos crustáceos e partículas orgânicas da coluna d´água. À medida que se alimentam, esses animais vão crescendo até estarem prontos para habitar outras áreas.
Mas existe um problema que cresce cada vez mais para esses animais!
Não é só a sobrepesca ou a pesca durante período reprodutivo que são ameaças aos peixes, mas também a poluição de regiões costeiras por efluentes domésticos, pesticidas, antibióticos, hormônios e o plástico; a competição com espécies exóticas (o caso do peixe-leão, que é o mais conhecido), a construção de grandes empreendimentos na costa, de aterros e dragagens, além das mudanças climáticas.
ENTÃO, O QUE FAZER PARA MUDAR ISSO?
Existem várias formas de proteger os peixes dessas ameaças, mas uma delas está sendo colocada em prática e tem várias vantagens. Hoje se fala e se põem em prática projetos relacionados à delimitação de áreas marinhas protegidas. Essas áreas são regiões onde essas ameaças são controladas e garantem a sobrevivência de espécies. Além disso, elas possuem um plano de manejo, que é um documento técnico-científico que regula a utilização dos recursos desse ecossistema de forma sustentável.  
ENTÃO OS PEIXES SÃO VERDADEIROS HERÓIS DO MAR?
Podemos dizer que sim! Quando pensamos em peixe, pensamos em economia, mas também em como esses animais podem colaborar com a proteção de outros animais. Economicamente atrativos, os peixes são protegidos para que nunca falte ‘’o peixe de cada dia’’. Como consequência, não só eles serão protegidos, mas também áreas marinhas com uma grande diversidade de animais e de processos ecológicos importantes.
Somado a isso, a pesca desenvolvida pelas comunidades tradicionais é de extrema importância cultural, além de ser uma importante maneira de subsistência desses povos. Por isso, é importante proteger essas espécies de peixes, não apenas pela importância ecológica, mas também pela importância socioeconômica.

Foto de um recife de coral com grande diversidade de corais e peixes. Ao fundo, é possível visualizar a água do mar em tom azul. São vários peixes alaranjados, peixes com listras pretas e corpo azul, peixes cinzas, peixes com pigmentos vermelhos no ventre, no dorso e na nadadeira caudal e peixes totalmente pretos. Todos esses animais estão situados em corais de cores branca e amarelo.


Fonte Projeto Bióicos